10 de dezembro de 2009

COMO FAZER AS PALAVRAS

Como as lavadeiras lá de Alagoas

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948

TP:06 PRODUÇÃO TEXTUAL: REVISÃO E EDIÇÃO

Área:Língua Portuguesa TP: 06
Data: 21/novembro/09
Formadora: Ester Schiavi do Nascimento


A oficina do Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II, foi realizada no dia vinte e um de outubro de dois mil e nove, na Escola Estadual São Francisco em Campo Grande – MS. Às sete horas e trinta minutos iniciamos a oficina assistindo um slide: “Frases perfeitas” de Vários pensadores: Willian Shakespeare, Bill Milton, Pablo Picasso, Flora Cavalcanti, Charles Chaplin, Leonardo da Vinci, Goeth, Martin Luther King. fizemos reflexões ligadas a educação.
Na sequência, os cursistas socializaram as atividades desenvolvidas com os educandos em sala de aula do TP:06 Unidades 21 e 22. Os professores comentaram sobre as dificuldades dos educandos na elaboração de textos argumentativos, mas com a aplicação do Avançando na Prática, tiveram perspectivas diferenciadas como exemplo, produção de textos coletivos.
Para explorarmos os assuntos do Caderno de Teoria e Prática: TP06 unidades 23 e 24, assistimos a um slide com tópicos relacionados ao processo de produção textual: revisão e edição e Literatura para adolescentes. Coletivamente íamos inferindo questões relacionadas ao dia-a-dia do professor e analisando como melhor desenvolver a edição e publicação no processo de produção textual.
A aplicabilidade do assunto foi feito em discussão coletiva. Trabalhamos: 1. “O conhecimento das principais tendências na produção de uma literatura para adolescentes e critérios de seleções de obras”, 2.”Analise dos critérios de correção e sugestões de códigos para a correção” e 3. “a produção textual, fazendo perguntas ao texto segundo indicação” de Calkins[1] (2002: 166 e 167).
Seguindo apresentamos em power point alguns slides com frases de gafes retiradas de jornais e de avisos paroquiais. Fizemos as intervenções paralelas nas redações das gafes. Os professores comentaram como podemos ensinar e divertir ao mesmo tempo. Também produzimos um texto coletivamente a partir do trava-língua: “O rato Roeu a roupa do rei de Roma”.
Logo após os cursistas socializaram sobre atividades desenvolvidas em sala de aula com os alunos durante o ano letivo, falaram do desenvolvimento do Gestar na escola. Houve muita interação, pois os professores explanaram sobre facilidades e dificuldades dos exercícios propostos nos Cadernos de Teoria e Prática. O professor formador foi interferindo e coordenando perguntas e respostas vindas do grupo.
E finalizando o curso direcionamos a próxima oficina “intercalada”.

[1] Acesso em: www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102...script=sci...

21 de novembro de 2009

PRODUÇÃO DE TEXTO COLETIVO

  • Gestar II - Campo Grande -

continuação da frase:


O rato roeu a roupa do rei de Roma

O rato Romeu roeu rapidamente a roupa roxa do rei Ramão Rudieres Rocha Rodrigues Ramos de Roma e a roupa rosa da rainha Rose Rayssa Rousseau da Rússia e resolveu retornar ao reino da ratolândia rindo ruidosamente da realeza roída. Repentinamente reapareceu no reino e o rei revoltado resolveu recuperar as roupas reais roídas e reviu o rato rendido na ratoeira. Então o rei retornou radiante.

QUAL É A SUA PÁTRIA?

Tema: 'Como vencer a pobreza e a desigualdade' Por Clarice Zeitel Vianna SilvaUFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

  • PÁTRIA MADRASTA VIL'

? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a oOnde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditóriosutra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?


  • Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel

Blog pantaneiro

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão >Paulo Freire