5 de setembro de 2010

Realismo e Naturalismo

REALISMO E NATURALISMO



O Realismo e o Naturalismo sofreram forte influência das seguintes correntes filosóficas e científicas que vigoravam na Europa do século XIX:




  • • Darwinismo – Charles Darwin

  • Determinismo – Hipolyte Taine
    Segundo Taine o ser humano nasce determinado por três fatores:
    • A raça
    • O meio social
    • O momento histórico

  • Socialismo científico ( Karl Marx)
    O socialismo prega a eqüidade social. Existem três formas de socialismo: O religioso, o utópico e o científico.

  • O RELIGIOSO – defende a igualdade social nos moldes do cristianismo primitivo. O papa Leão XIII, chegou a defende na doutrina social da igreja católica o cuidado com o ser humano em detrimento do lucro.

    O frei Leonardo Boff defendeu uma igreja que defendesse a igualdade social nos moldes do socialismo



  • UTÓPICO – algumas pessoas, dentre elas Robert Owen, defendiam um socialismo, mas não afirmavam como conseguir realizá-lo.
    A palavra utopia tem origem em duas palavras gregas:

    UT = não
    TOPOS = lugar

    Ao pé da letra “UTOPIA” significa “o lugar que não existi”. Essa palavra passou a ser usada depois do romance do escritor Thomas Morus, chamado “UTOPIA”.


  • CIENTÍFICO – existe socialismo é conhecido assim por apresenta concretamente como chegar a uma sociedade socialista. Porém, vale ressaltar que Karl Marx defendeu um socialismo com forte presença do Estado.

    Karl Marx foi autor do famoso livro, considerado a “bíblia” dos socialistas, “O CAPITAL”.

  • LIBERALISMO – doutrina que defende a livre iniciativa e os direitos básicos de pensamento, comunicação, associação e movimentação dos homens, inspirada na filosofia iluminista dos séculos XVII e XVIII. Defende a livre iniciativa dos agentes econômicos e no livre fluxo dos mecanismos de oferta e da procura nos mercados. Um dos grandes nomes dessa doutrina é Adam Smith.



    • POSITIVISMO – doutrina que defende a experimentação científica como base de credibilidade. Augusto Comte, o criador dessa doutrina, afirmou que o ser humano procurava explicar os fatos por meio de três pensamentos:
    • A religião
    • A superstição
    • A ciência

  • Para Comte somente a ciência poderia trazer algo de “positivo” para a sociedade, daí “POSITIVISMO”.



    O lema de nossa bandeira é um pensamento positivista de Augusto Comte.
    Na época da proclamação da república no Brasil, em 1889, o Positivismo influenciava o mundo.

17 de agosto de 2010

MACUNAÍMA!!


MARIO DE ANDRADE

  • Aceitarás o amor como eu o encaro ?...



  • Aceitarás o amor como eu o encaro ?...

  • ...Azul bem leve, um nimbo, suavemente

  • Guarda-te a imagem, como um anteparo

  • Contra estes móveis de banal presente.



  • Tudo o que há de melhor e de mais raro

  • Vive em teu corpo nu de adolescente,

  • A perna assim jogada e o braço, o claro

  • Olhar preso no meu, perdidamente.



  • Não exijas mais nada. Não desejo

  • Também mais nada, só te olhar, enquanto

  • A realidade é simples, e isto apenas.

  • Que grandeza... a evasão total do pejo

  • Que nasce das imperfeições. O encanto

  • Que nasce das adorações serenas.



  • O que é Macunaíma?

  • Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
    Macunaíma, obra de 1928, do escritor brasileiro Mário de Andrade, é considerado um dos grandes romances Modernistas do Brasil.


  • A personagem-título, um herói sem nenhum caráter, é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é "Ai, que preguiça!". A parte inicial da obra assim o caracteriza: "No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.".


  • Considerado um romance épico, mas escrito sob a ótica cômica, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então pouco conhecidos.


  • Esta obra valoriza as raízes brasileiras e a linguagem utiliza o modo de falar dos brasileiros, buscando imitá-lo na escrita, a partir de uma idéia que Mário de Andrade tem de uma "gramatiquinha" brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, e que vinha se desenrolando no país desde o Romantismo. Por conta disso, são comuns as substituições de "se" por "si", "cuspe" por "guspe" entre outras.


  • O episódio da "Carta pras Icamiabas", ao empregar o modo de expressão do português de Portugal antigo, implica numa crítica social, demonstrando que o português falado no Brasil é totalmente diferente demonstrando uma grande evolução diante da quebra de regras normativas totalmente arcaicas, apresenta uma quase diglossia entre o modo como a gramática manda escrever e como as pessoas efetivamente se comunicam

  • Curiosidades

  • Chefiou o Movimento Modernista no Brasil.
    Autodidata escreveu seu primeiro livro aos 24 anos de idade: "Há uma gota de sangue em cada poema".
    Mario de Andrade costumava trocar correspondências com Manuel Bandeira. Sobre "Macunaíma", o autor disse: "Ele não tem lógica. É justo nisso que está a lógica de Macunaíma; em não ter lógica".
    Em 1938, ele reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros. Dessa missão resultou um vasto acervo registrado em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos. Este pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimídia da cultura brasileira.

    Macunaíma e a renovação da linguagem

    literária. Publicado em 1928, numa tiragem de apenas oitocentos exemplares (Mário de Andrade não conseguira editor), Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, é uma das obras pilares da cultura brasileira.
    Numa narrativa fantástica e picaresca, ou, melhor dizendo, “malandra”, herdeira direta das Memórias de um Sargento de Milícias (1852) de Manuel Antônio de Almeida, Mário de Andrade reelabora literariamente temas de mitologia indígena e visões folclóricas da Amazônia e do resto do país, fundando uma nova linguagem literária, saborosamente brasileira.

Blog pantaneiro

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão >Paulo Freire